quinta-feira, 6 de abril de 2017

BIOGRAFIA DO DR. DJALMA DA CUNHA BATISTA

Djalma Batista, então presidente da Academia Amazenense de Letras, recebe cumprimentos do governador do Amazonas Danilo Areosa. (Foto: Blog do Coronel Roberto)
DADOS PESSOAIS

Nascido em 20 de Fevereiro de 1916, em Tarauacá, Acre.
Filho de Gualter Marques Batista e Francisca Acioli da Cunha Batista.
Casado com Gilda Lomongi Batista.

FORMAÇÃO

1. Curso primário no Grupo Escolar João Ribeiro e no Colégio São José, em Tarauacá, Acre.
2. Curso secundário no Colégio Dom Bosco, em Manaus (1929-1933).
3. Curso médico na Faculdade da Bahia (1934-1939).

VIDA UNIVERSITÁRIA

1. Interno no Sanatório São Jorge, da Caixa de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários do Leste Brasileiro, Bahia (1936-1938).
2. Interno, por concurso de provas, da 1.a Cadeira de Clínicas Médica da Faculdade de Medicina da Bahia (Serviço do Prof. Armando Sampaio Tavares) – (1939).
3. Assistente do Laboratório de Pesquisas Clínicas do Prof. Jorge Leocádio de Oliveira, Bahia (1939).
4. Orador oficial da Sociedade Acadêmica Alfredo Brito (1938).
5. Orador da turma de médicos de 1939.

BATISTA, Djalma da Cunha. O Complexo da Amazônia: análise do processo de desenvolvimento. Rio de Janeiro: Conquista, 1976. p.13 

Biografia

Natural de Tarauacá, Acre, Djalma era filho de Gualter Marques Batista, advogado e Francisca Aciolly da Cunha Batista.

Formado em 1939 pela Faculdade de Medicina da Bahia, onde foi o orador da turma da formatura, destacando-se já naquela época pelo seu enorme valor e capacidade. Sua dedicação à profissão deu-lhe o renome nos âmbitos médico e cientifico, além do reconhecimento como um dos últimos grandes humanistas da Amazônia.

Pai dedicado e de forte personalidade, casou-se com Gilda Limongi Batista, filha de imigrantes italianos. Teve 08 filhos: Gilma, Guater, Djalma, Marilena, Edith, José Roberto, Francisca e Claudio.

Fundou, em fevereiro de 1940, o Laboratório de Patologia Clínica Dr. Djalma Batista Ltda, o qual funciona até hoje sob a direção de seus filhos.

Eleito Presidente da Associação Médica do Amazonas em duas oportunidades: de 1953 a 1956 e de 1960 a 1961.

Com uma equipe de abnegados colegas de profissão, entre os quais destacaram-se Dr. Moura Tapajóz, Dr. Garcia Gomes, Dr. Luis Montenegro, Dr. Carlos Mello e Dr. Olavo das Neves, fundou o Dispensário Cardoso Fontes, especializado em Tisiologia (tuberculose) e o Sanatório Adriano Jorge.

De 1959 a 1968, foi fundador e Diretor do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), tendo sido criada, em 1995, a Fundação Djalma Batista, dentro daquela Instituição, na gestão do Dr. Lourenço Seixas.

Membro da Academia Amazonense de Letras e Presidente daquela Instituição em três biênios: 68-69, 70-71 e 72-73.

Após a sua morte, em 09 de agosto de 1979, Djalma Batista foi homenageado com a colocação de seu nome em uma das principais avenidas da cidade de Manaus, resultado de um projeto de autoria do então vereador Jair Cavalcante, médico e amigo de Djalma, o qual foi aprovado em Plenário na Câmara Municipal de Manaus, por unanimidade.

Ainda em 1979, foi homenageado com a Escola Técnica Djalma Batista, prestada pelo então Governador do Estado do Amazonas, Prof. José Lindoso.

Na cidade de Rio Branco-Acre, em 1981, foi homenageado com a colocação de seu nome em um dos pavilhões científicos da Universidade Federal do Acre.

Em 02 de outubro de 1980 no município de Tarauacá, através do Decreto Governamental nº 157, autorizada pela Portaria nº 230 de novembro de 1981, de SEC, foi criado a Escola de Ensino Médio Dr. Djalma da Cunha Batista em homenagem ao seu ilustre filho. 

Com informações do Blog Alma Acreana

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